quinta-feira, 14 de setembro de 2017

quando eu era mãe de um...

Me policio muito todos os dias, todas as postagens para não começar falando do meu cansaço! Geralmente eu estou bem cansada mesmo. O cansaço materno faz parte da minha vida há aproximadamente 2 anos, 5 meses e 29 dias.

Calma, eu já explico! Eu tinha um filho, um único filho! Um filho com rotina, que ainda estava na educação infantil, não tinha tema todos os dias e me dava a possibilidade de ser uma boa mãe todos os dias! Por mais que ele tivesse apenas quatro anos! Eu conseguia me sentar no chão, brincar de lego, ler histórias diariamente, trabalhar a história com ele, fazer passeios pelo bairro, sem nunca alterar minha voz.

E pasmem! Mas mesmo com um filho de (apenas) 4 anos eu tinha um tempo só para mim!

Então um belo dia ele pediu um irmão! E treze dias depois eu já estava grávida! Mas fui confirmar só dezoito dias depois! Mas os desconfortos me mostravam que algo não estava certo bem antes dos treze dias!

E assim, como em câmera lenta eu fui vendo o meu primogênito perdendo seu espaço.

Primeiro perdeu meu colo.

Depois a minha disposição diária, que foi diminuindo conforme a barriga ia crescendo.

E ele também foi crescendo. Sem ciúmes! Sem pressa!

Crescemos juntos! Eu como mãe de dois, e ele como filho mais velho.

Vivemos de julho à março um misto de tudo que há na vida!

Nos preparávamos para receber mais um menino! Compramos um berço em janeiro, Pedro dormiu nele até o nascimento do irmão ( nunca foi de fazer xixi na cama, mas no colchão novo do irmão que nem tinha nascido ele fez).

Ele sempre foi calmo. O irmão nasceu no final do verão, numa noite quente de março. Primeira noite que passei longe do meu primogênito ( aquele que me fez renascer, e por isso nosso laço é mais do que mãe e filho, é de vida! De outras vidas).

Hoje chamo muito mais a atenção do meu filho, do que chamava há três anos atrás! Ah bobinha! Esqueceu era um! Hoje são dois!

E por muito tempo eu segui me questionando, o porquê de nunca ninguém ter me contado a barra que é ser mãe de dois!

Muuleque! Ser mãe de dois é ( tudo que há).

Durante um ano depois do nascimento do meu segundo filho eu seguia me questionando...

E as coisas não eram como eu achava que deveriam ser! Para mim um filho tinha que ser exatamente igual ao outro.

Eu chorava! De sono, de cansaço físico e emocional! Eu queria colo! Eu queria sumir! E era choro de criança que não acabava mais.

Seguíamos vivendo! E o tempo foi me mostrando o quanto era gratificante ser mãe de dois! O quanto eu tinha sido forte! E o quanto eu tinha sido abençoada.

Mas volta e (sempre) o cansaço materno me rodeava. Me pegava de jeito.

E mais uma vez o tempo ia passando ( numa velocidade incrível) sempre com duas crianças a tira colo! A tira vida! Eu amadurecendo, encarando a minha maternidade com mais leveza!

Hoje foi mais um daqueles dias ( de cansaço materno) que eu corri o dia todo, sempre com alguma criança a tira colo.


Que eu deixei o menor com o pai e fui para uma reunião de escola com o mais velho! Ca-ra-ca como eu amo estar com meu primogênito! E como ele ama ser só meu! E como cantamos no caminho da escola e de como nos entendemos! Eu enxergo ele diferente (quando tenho olhos só para ele). Ele se sente especial!

Seguimos com nossa correria de todos os dias! Meu cansaço nas alturas! E o pedido: me conta uma história, antes de dormir?

Exausta contei a história! Exausta sentia que as páginas não tinham fim! Exausta me culpei!

Há dois anos e meio me culpo pela minha exaustão! Ser mãe pela metade também é exaustivo!

Mas ser mãe dividida entre fraldas e subtrações também é bacana! Exaustivo, mas "dahora", eu me encontro na minha maternidade!

Boa noite!




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