Me policio muito todos os dias, todas as postagens para não começar falando do meu cansaço! Geralmente eu estou bem cansada mesmo. O cansaço materno faz parte da minha vida há aproximadamente 2 anos, 5 meses e 29 dias.
Calma, eu já explico! Eu tinha um filho, um único filho! Um filho com rotina, que ainda estava na educação infantil, não tinha tema todos os dias e me dava a possibilidade de ser uma boa mãe todos os dias! Por mais que ele tivesse apenas quatro anos! Eu conseguia me sentar no chão, brincar de lego, ler histórias diariamente, trabalhar a história com ele, fazer passeios pelo bairro, sem nunca alterar minha voz.
E pasmem! Mas mesmo com um filho de (apenas) 4 anos eu tinha um tempo só para mim!
Então um belo dia ele pediu um irmão! E treze dias depois eu já estava grávida! Mas fui confirmar só dezoito dias depois! Mas os desconfortos me mostravam que algo não estava certo bem antes dos treze dias!
E assim, como em câmera lenta eu fui vendo o meu primogênito perdendo seu espaço.
Primeiro perdeu meu colo.
Depois a minha disposição diária, que foi diminuindo conforme a barriga ia crescendo.
E ele também foi crescendo. Sem ciúmes! Sem pressa!
Crescemos juntos! Eu como mãe de dois, e ele como filho mais velho.
Vivemos de julho à março um misto de tudo que há na vida!
Nos preparávamos para receber mais um menino! Compramos um berço em janeiro, Pedro dormiu nele até o nascimento do irmão ( nunca foi de fazer xixi na cama, mas no colchão novo do irmão que nem tinha nascido ele fez).
Ele sempre foi calmo. O irmão nasceu no final do verão, numa noite quente de março. Primeira noite que passei longe do meu primogênito ( aquele que me fez renascer, e por isso nosso laço é mais do que mãe e filho, é de vida! De outras vidas).
Hoje chamo muito mais a atenção do meu filho, do que chamava há três anos atrás! Ah bobinha! Esqueceu era um! Hoje são dois!
E por muito tempo eu segui me questionando, o porquê de nunca ninguém ter me contado a barra que é ser mãe de dois!
Muuleque! Ser mãe de dois é ( tudo que há).
Durante um ano depois do nascimento do meu segundo filho eu seguia me questionando...
E as coisas não eram como eu achava que deveriam ser! Para mim um filho tinha que ser exatamente igual ao outro.
Eu chorava! De sono, de cansaço físico e emocional! Eu queria colo! Eu queria sumir! E era choro de criança que não acabava mais.
Seguíamos vivendo! E o tempo foi me mostrando o quanto era gratificante ser mãe de dois! O quanto eu tinha sido forte! E o quanto eu tinha sido abençoada.
Mas volta e (sempre) o cansaço materno me rodeava. Me pegava de jeito.
E mais uma vez o tempo ia passando ( numa velocidade incrível) sempre com duas crianças a tira colo! A tira vida! Eu amadurecendo, encarando a minha maternidade com mais leveza!
Hoje foi mais um daqueles dias ( de cansaço materno) que eu corri o dia todo, sempre com alguma criança a tira colo.
Que eu deixei o menor com o pai e fui para uma reunião de escola com o mais velho! Ca-ra-ca como eu amo estar com meu primogênito! E como ele ama ser só meu! E como cantamos no caminho da escola e de como nos entendemos! Eu enxergo ele diferente (quando tenho olhos só para ele). Ele se sente especial!
Seguimos com nossa correria de todos os dias! Meu cansaço nas alturas! E o pedido: me conta uma história, antes de dormir?
Exausta contei a história! Exausta sentia que as páginas não tinham fim! Exausta me culpei!
Há dois anos e meio me culpo pela minha exaustão! Ser mãe pela metade também é exaustivo!
Mas ser mãe dividida entre fraldas e subtrações também é bacana! Exaustivo, mas "dahora", eu me encontro na minha maternidade!
Boa noite!

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