sábado, 28 de outubro de 2017

o famoso “terrible twos”

Demorei para finalmente tocar no assunto!

Os últimos dias por aqui não tem sido nada fáceis! Leonardo mudou o comportamento do dia para a noite! Eu que sempre tive filhos com rotina, me vi numa situação complicada, exaustiva, quase sempre virando madrugada com um menino de dois anos que simplesmente não queria dormir a noite!

Ando péssima, cansada fisicamente e psicologicamente, já que passo o dia envolvida com uma criança que acorda choramingando, não está se alimentando direito, chora, faz manha, atira brinquedos, pede comida, quando chego com o que ele pediu, ele responde " Não quero isso, quero aquilo".

Achei que o problema era comigo, então lembrei da tal fase dos dois anos, fase essa que tanto me falaram, mas não vivi com o meu primeiro filho! E se vivi, talvez não me recordo, pois com essa idade ele já estava na escola.

Fui procurar sobre o assunto, e realmente era tudo o que eu estava (estou) passando, o fenômeno é comum e tem até nome: adolescência do bebê. É quando a criança se dá conta de que é um indivíduo e luta para conquistar o seu espaço – gritando, batendo nos outros ou se jogando no chão.

A adolescência do bebê, primeira adolescência ou o famoso “terrible twos” – terríveis dois anos, em inglês –, é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. De repente, a criança que outrora era tida como obediente e tranquila passa a berrar e espernear diante de qualquer contrariedade. Bate, debate-se, atira o que estiver à mão e choraminga cada vez que solicita algo. Diz não para tudo, resiste em seguir qualquer orientação, a aceitar com tranquilidade as decisões dos pais, para trocar uma roupa, sair de um local ou guardar um brinquedo. Para completar, não atende aos pedidos e parece ser sempre do contra.

A causa para esse período é simplesmente o próprio desenvolvimento natural da criança. A fase dos 2 anos de idade é um período de grandes mudanças para ela. Até então, o pequeno seguia os modelos e as decisões dos pais. Gradualmente, ele passa a se perceber como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e isso gera uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si. Sem dúvida, isso acaba gerando uma grande resistência em seguir os pedidos dos pais. Não é exatamente uma ação consciente da criança, mas uma tentativa de atender a esse desejo interior, a essa descoberta de si como um ser independente dos pais. No entanto, ao mesmo tempo em que ela quer tomar suas decisões, ainda tem muitas dificuldades para fazê-lo, dado que ainda não tem maturidade suficiente. Ela discorda até dela mesma!

Como já falei nem todas as crianças passam por isso, não é uma regra, e algumas crianças demonstram essa fase mais intensamente que as outras.

Por aqui continua tenso, mas procuro pensar que é apenas uma fase, como tantas outras que já passamos, e que logo tudo voltará ao normal.

É importante manter a calma, descarte palmadas, tapas, puxões de orelha ou qualquer outro comportamento agressivo para tentar conter uma birra. É sempre muito importante que a criança compreenda o que fez e o porquê de sua ação. Evite dar broncas e repreender seu filho na frente de outras pessoas para que ele não se sinta constrangido e você também. Uma dica bacana para mudar o foco da birra é chamar a atenção da criança para outra situação. Mostre um objeto ou comece a falar de outro assunto. Ignorar a birra costuma dar ótimos resultados.

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